Sintomas respiratórios em cães e gatos: 9 sinais que merecem atenção
Sintomas respiratórios em cães e gatos podem parecer simples no começo, como um espirro isolado ou uma tosse passageira. No entanto, quando esses sinais se repetem, aparecem junto com secreção, cansaço, apatia ou dificuldade para respirar, merecem mais atenção.
Assim como acontece com outros sintomas, o mais importante é observar o conjunto. Um pet pode espirrar por poeira, cheiro forte ou mudança de ambiente. Por outro lado, tosse frequente, respiração ofegante em repouso, secreção nasal espessa ou falta de apetite podem indicar que algo não está bem.
Neste artigo, você vai entender quais são os principais sintomas respiratórios em pets, o que pode estar por trás deles, quais cuidados observar em casa e quando procurar o veterinário.

O que são sintomas respiratórios em cães e gatos?
Sintomas respiratórios em cães e gatos são sinais que indicam alteração no nariz, garganta, traqueia, brônquios, pulmões ou na forma como o pet respira. Eles podem incluir espirros, tosse, secreção nasal, chiado, cansaço, respiração rápida, dificuldade para respirar e mudança no comportamento.
Na prática, esses sinais não significam automaticamente uma doença grave. Porém, eles ajudam o tutor a perceber quando o organismo do pet está reagindo a irritações, alergias, infecções, inflamações ou outros problemas.
O Manual Veterinário Merck lista sinais como espirros, tosse, secreção nasal, respiração difícil, sons respiratórios anormais e intolerância ao exercício entre manifestações clínicas que podem aparecer em doenças respiratórias de animais.
Além disso, quando a respiração muda, o tutor também pode consultar o guia sobre sintomas dos pets para entender melhor como observar sinais gerais no dia a dia.
Principais sintomas respiratórios em cães e gatos
Os sintomas respiratórios em pets podem aparecer de forma isolada ou combinada. Por isso, observar frequência, intensidade e sinais associados faz muita diferença.
1. Espirros frequentes em cães e gatos
Espirros ocasionais podem acontecer por poeira, perfumes, produtos de limpeza, pólen, mudanças de temperatura ou pequenos irritantes no ambiente. No entanto, espirros repetidos, fortes ou acompanhados de secreção nasal merecem mais atenção.
Quando os espirros aparecem com frequência ou vêm acompanhados de secreção, apatia ou falta de apetite, vale entender melhor os espirros em cães e gatos.
Em gatos, espirros também podem aparecer em infecções respiratórias superiores. O Cornell Feline Health Center cita espirros, secreção nasal ou ocular, tosse, letargia e falta de apetite como sinais que podem ocorrer em infecções respiratórias felinas.
2. Tosse em pets
A tosse pode ter várias origens. Ela pode estar ligada à garganta, traqueia, vias respiratórias inferiores, irritações, infecções, alergias ou até problemas que não parecem respiratórios à primeira vista.
Em cães, uma tosse seca, repetida ou que parece engasgo pode chamar bastante atenção. Já em gatos, a tosse nem sempre é tão fácil de identificar, porque alguns tutores confundem com tentativa de eliminar bola de pelo.
Se a tosse aparece várias vezes ao dia, dura mais de alguns dias ou vem junto com cansaço e respiração diferente, veja também o conteúdo sobre tosse em cães e gatos.
A AVMA explica que a tosse frequente, com som marcante e início repentino, pode aparecer no complexo respiratório infeccioso canino, conhecido popularmente como “tosse dos canis”.
3. Secreção nasal
Secreção nasal clara e leve pode aparecer em irritações passageiras. Porém, secreção espessa, amarelada, esverdeada, com sangue ou com mau cheiro deve ser observada com mais cuidado.
Além disso, vale prestar atenção se a secreção sai de uma narina ou das duas. Esse detalhe pode ajudar o veterinário durante a avaliação.
O MSD Veterinary Manual destaca que secreção nasal aguda e espirros podem sugerir infecção ou corpo estranho nasal, enquanto secreção crônica costuma exigir investigação mais detalhada.
4. Olhos lacrimejando junto com sinais respiratórios
Em gatos, principalmente, sintomas respiratórios podem vir acompanhados de olhos lacrimejando, vermelhidão ocular ou secreção nos olhos. Isso acontece porque algumas infecções e irritações afetam nariz, olhos e vias superiores ao mesmo tempo.
Quando esse conjunto aparece, observe se o pet também está comendo menos, escondido, quieto ou respirando de forma diferente.
5. Respiração ofegante em repouso
Cães podem ficar ofegantes depois de brincar, correr ou em dias quentes. Isso pode ser esperado em muitos casos. No entanto, respiração ofegante em repouso, sem calor ou exercício, merece atenção.
Em gatos, respiração pela boca aberta é sempre um sinal importante e deve ser tratada com mais urgência. Gatos normalmente não respiram de boca aberta como algo comum.
6. Chiado, ruído ou ronco diferente
Alguns pets fazem sons ao respirar por características anatômicas, especialmente raças braquicefálicas, como pug, bulldog, shih-tzu e persa. Mesmo assim, um ruído novo, mais intenso ou acompanhado de esforço respiratório não deve ser ignorado.
Chiado, ronco diferente, respiração “puxada” ou barulho ao inspirar e expirar podem indicar obstrução, inflamação, secreção acumulada ou dificuldade na passagem do ar.
7. Cansaço fácil
Um pet que antes brincava, passeava ou subia escadas normalmente e agora se cansa rápido pode estar mostrando um sinal respiratório ou sistêmico.
Esse cansaço pode aparecer como pausa frequente no passeio, língua muito para fora, respiração acelerada, desânimo ou recusa em se movimentar.
Além do sintoma principal, vale observar se existem outros sinais de alerta em cães e gatos, como apatia, falta de apetite, vômitos repetidos, dor ou mudança de comportamento.
8. Apatia junto com sintomas respiratórios
Quando tosse, espirros ou secreção nasal aparecem junto com apatia, o cuidado precisa ser maior. Isso porque o pet pode estar sentindo mal-estar, febre, dor ou dificuldade para manter a rotina normal.
Se o pet está quieto demais, com pouca energia ou diferente do habitual, vale entender quando a apatia em cães e gatos pode indicar um sinal de atenção.
9. Falta de apetite
A falta de apetite pode acontecer quando o pet está com o nariz congestionado, sente dor, está com febre ou apresenta mal-estar geral. Em gatos, isso exige ainda mais atenção, porque eles podem piorar rapidamente quando passam muito tempo sem comer.
A VCA Animal Hospitals explica que gatos com infecção respiratória podem perder parte do olfato temporariamente e, por isso, reduzir o interesse pela comida.
Quando o pet para de comer ou reduz muito o interesse pela comida, também é importante entender quando a falta de apetite em cães e gatos pode indicar um problema maior.

O que pode causar sintomas respiratórios em pets?
Sintomas respiratórios em pets podem ser causados por irritantes ambientais, alergias, infecções virais ou bacterianas, corpos estranhos, alterações anatômicas, problemas cardíacos, doenças pulmonares ou inflamações nas vias respiratórias. Somente o veterinário pode avaliar a causa real com segurança.
Entre as causas mais comuns, estão:
- poeira;
- fumaça;
- perfumes;
- produtos de limpeza fortes;
- ar seco;
- mudança brusca de temperatura;
- contato com outros animais doentes;
- infecções respiratórias;
- alergias;
- corpo estranho no nariz;
- predisposição de algumas raças;
- doenças crônicas.
No entanto, o tutor não precisa tentar descobrir a causa sozinho. O papel mais seguro é observar os sinais, anotar quando começaram e procurar orientação quando houver persistência, piora ou sintomas associados.
Quando os sintomas respiratórios em cães e gatos exigem veterinário?
Sintomas respiratórios em cães e gatos exigem veterinário quando há dificuldade para respirar, respiração pela boca em gatos, secreção com sangue, tosse persistente, apatia, falta de apetite, febre, cansaço intenso, gengivas arroxeadas ou piora rápida do quadro.
Procure atendimento com urgência se o pet apresentar:
- esforço para respirar;
- barriga movimentando muito ao respirar;
- boca aberta para respirar, especialmente em gatos;
- língua ou gengiva arroxeada;
- desmaio ou fraqueza intensa;
- tosse muito forte e repetida;
- secreção nasal com sangue;
- apatia importante;
- falta de apetite por mais de um dia;
- filhote, idoso ou pet com doença pré-existente;
- piora rápida dos sinais.
Por outro lado, se o pet espirrou poucas vezes depois de cheirar poeira ou teve uma tosse isolada, sem outros sinais, você pode observar com atenção. Ainda assim, se o sinal se repetir, o ideal é buscar avaliação.
O que o tutor pode observar em casa?
Observar em casa não significa diagnosticar. Na prática, significa reunir informações úteis para decidir se o pet precisa de atendimento e para ajudar o veterinário durante a consulta.
Veja o que anotar:
Frequência dos sintomas
Observe quantas vezes o pet tosse, espirra ou apresenta secreção ao longo do dia. Além disso, veja se o sinal aparece em momentos específicos, como após passeios, limpeza da casa, contato com perfume ou mudança de ambiente.
Tipo de secreção
A secreção é clara, grossa, amarelada, esverdeada ou com sangue? Sai de uma narina ou das duas? Também aparece nos olhos? Esses detalhes são importantes.
Respiração em repouso
Observe o pet dormindo ou descansando. A respiração está tranquila? Parece rápida? Há esforço? O peito e a barriga se movimentam demais?
Comportamento geral
Além do sinal respiratório, veja se o pet está brincando, comendo, bebendo água e interagindo normalmente. Quando há mudança de comportamento, o quadro merece mais atenção.
Além do sintoma principal, vale observar se existem outros sintomas respiratórios em cães e gatos, como tosse, espirros, secreção nasal, cansaço ou respiração diferente.
Cuidados simples que podem ajudar na rotina
Alguns cuidados podem reduzir irritações respiratórias leves e melhorar o conforto do pet. Porém, eles não substituem avaliação veterinária quando há sinais persistentes ou graves.
Você pode:
- manter o ambiente limpo e ventilado;
- evitar fumaça, cigarro, incenso e perfumes fortes;
- usar produtos de limpeza com menos cheiro;
- evitar aerossóis perto do pet;
- trocar e lavar caminhas com frequência;
- manter água limpa disponível;
- evitar contato com animais doentes;
- respeitar repouso quando o pet estiver indisposto;
- não usar medicamentos humanos;
- não fazer nebulização sem orientação veterinária.
Além disso, manter uma boa hidratação para pets ajuda no bem-estar geral, especialmente quando há secreção, calor, apatia ou redução no consumo de alimento.
Erros comuns ao lidar com sintomas respiratórios em pets
Algumas atitudes bem-intencionadas podem atrapalhar ou até piorar o quadro. Por isso, vale evitar erros comuns.
Dar remédio por conta própria
Nunca dê antialérgico, xarope, antibiótico, anti-inflamatório ou descongestionante sem orientação veterinária. Medicamentos humanos podem ser perigosos para cães e gatos.
Ignorar tosse persistente
Tosse que dura dias, piora ou aparece junto com cansaço deve ser avaliada. Mesmo que o pet continue ativo, a persistência do sinal já é motivo para atenção.
Achar que gato “só está resfriado”
Gatos com secreção nasal, olhos lacrimejando, espirros e falta de apetite precisam de cuidado. Como eles dependem muito do olfato para comer, a congestão pode reduzir bastante o apetite.
Usar produtos com cheiro forte
Perfumes, desinfetantes, sprays e aromatizadores podem irritar vias respiratórias sensíveis. Portanto, prefira limpeza eficiente, mas com menos fragrância.
Esperar demais quando há dificuldade para respirar
Dificuldade respiratória não deve ser acompanhada por muitos dias em casa. Se o pet faz esforço para respirar, procure atendimento.

Como prevenir sintomas respiratórios em cães e gatos?
Nem todos os sintomas respiratórios podem ser evitados, mas uma rotina bem cuidada ajuda a reduzir riscos.
A prevenção envolve ambiente limpo, vacinação orientada pelo veterinário, boa ventilação, controle de contato com animais doentes, higiene de caminhas, menos exposição a fumaça e atenção a sinais iniciais.
A prevenção também passa pela vacinação em cães e gatos, que deve ser orientada pelo veterinário conforme idade, histórico, região e rotina do pet.
Além disso, manter uma visão ampla sobre a saúde de cães e gatos ajuda o tutor a organizar alimentação, hidratação, prevenção, consultas e observação de sintomas.
Sintomas respiratórios em cães e gatos: conclusão
Os sintomas respiratórios em cães e gatos precisam ser observados com calma, mas sem descuido. Espirros isolados podem acontecer por irritação simples. No entanto, tosse persistente, secreção nasal espessa, cansaço, apatia, falta de apetite ou dificuldade para respirar indicam que o pet precisa de mais atenção.
Em resumo, o tutor deve observar frequência, intensidade e sinais associados. Além disso, deve evitar remédios por conta própria e procurar o veterinário quando houver piora, persistência ou qualquer dificuldade respiratória.
Quando a respiração muda, o corpo do pet está dando um recado. Quanto mais cedo o tutor percebe esse recado, maiores são as chances de agir com segurança e evitar complicações.
Dúvidas Frequentes:
Não. Alguns sintomas respiratórios podem ser passageiros, como espirros causados por poeira ou cheiro forte. No entanto, quando há tosse persistente, secreção nasal, apatia, falta de apetite ou dificuldade para respirar, o pet precisa de avaliação veterinária.
Sim. Cachorro tossindo pode ter irritação na garganta, infecção respiratória, alergia, alteração na traqueia ou outro problema. Se a tosse for frequente, durar mais de alguns dias ou vier com cansaço, procure o veterinário.
Espirros isolados podem acontecer, mas gato espirrando muito, com secreção nasal, olhos lacrimejando, apatia ou falta de apetite, precisa de atenção. Em gatos, problemas respiratórios podem reduzir o olfato e prejudicar a alimentação.
A secreção nasal preocupa quando é espessa, amarelada, esverdeada, com sangue, mau cheiro ou quando dura vários dias. Também merece atenção se vier acompanhada de tosse, espirros frequentes, febre, apatia ou falta de apetite.
Nem sempre. Cães podem ficar ofegantes depois de exercício, brincadeira ou calor. Porém, respiração ofegante em repouso, sem motivo claro, ou acompanhada de cansaço, fraqueza ou língua arroxeada exige avaliação veterinária.
Mantenha o ambiente limpo e ventilado, evite fumaça e perfumes fortes, higienize caminhas, mantenha vacinação em dia, reduza contato com animais doentes e observe sinais iniciais. Além disso, consultas veterinárias ajudam a ajustar a prevenção para cada pet.

