Queda de pelo em pets: causas, cuidados e sinais de alerta
Queda de pelo em cães e gatos é uma dúvida muito comum entre tutores. Afinal, é normal encontrar pelos no sofá, na roupa, na caminha e até no chão da casa. No entanto, quando a perda de pelo aumenta muito, aparece em falhas ou vem acompanhada de coceira, feridas e vermelhidão, vale observar com mais atenção.
Em muitos casos, a troca de pelos faz parte da rotina natural do pet. Porém, em outros, pode ser um sinal de irritação na pele, alergias, parasitas, infecções, lambedura excessiva, alterações hormonais ou problemas nutricionais.
Por isso, neste artigo, você vai entender o que pode causar queda de pelo em cães e gatos, quais sinais merecem cuidado e como proteger melhor a pele e a pelagem do seu pet no dia a dia.
Para entender esse tema dentro de um contexto maior, vale também acompanhar os conteúdos sobre cuidados com pele e pelagem e outros sintomas de pele em cães e gatos.

O que é queda de pelo em cães e gatos?
Queda de pelo em cães e gatos é a perda parcial ou aumentada dos pelos do corpo. Ela pode ser natural, como na troca de pelagem, ou indicar algum problema quando aparece em excesso, em falhas, com coceira, feridas, vermelhidão, caspas, mau cheiro ou mudanças no comportamento do pet.
A queda normal costuma ser mais difusa, ou seja, acontece de forma espalhada pelo corpo. Já a queda preocupante geralmente chama atenção porque deixa áreas ralas, regiões sem pelo ou sinais visíveis na pele.
Além disso, é importante lembrar que cada animal tem um padrão. Alguns cães soltam bastante pelo naturalmente, enquanto outros perdem menos. Entre os gatos, a limpeza constante também pode esconder o problema no começo, já que muitos engolem parte dos pelos durante a higiene.
De acordo com o Manual Veterinário Merck, a alopecia, termo técnico para perda de pelos, pode acontecer quando uma doença interfere no crescimento do pelo, danifica o folículo ou causa desconforto, levando o animal a se coçar ou se machucar.
Queda de pelo em cães e gatos é sempre sinal de doença?
Nem sempre. A queda de pelo em cães e gatos pode ser normal quando acontece de forma moderada, sem falhas, sem coceira intensa e sem alteração na pele. Por outro lado, quando há áreas sem pelo, feridas, mau cheiro, vermelhidão ou lambedura excessiva, a perda de pelos pode indicar um problema que precisa ser investigado.
Em geral, o tutor deve observar o conjunto dos sinais. Se o pet continua ativo, comendo bem, sem coceira e com a pele íntegra, a queda pode estar ligada à troca natural da pelagem. No entanto, se a perda de pelos vem acompanhada de desconforto, a atenção deve aumentar.
Também é útil observar se a queda começou de repente, se piorou com o tempo ou se aparece sempre na mesma região. Essas pistas ajudam o veterinário a entender melhor o caso.
Principais causas de queda de pelo em cães e gatos
A queda de pelo em pets pode ter várias causas. Algumas são simples de controlar com rotina adequada. Outras, no entanto, exigem diagnóstico e tratamento veterinário.
A seguir, veja as causas mais comuns.
1. Troca natural da pelagem
A troca de pelagem é uma das causas mais comuns de queda de pelo em cães e gatos. Em certos períodos, o animal pode soltar mais pelos, principalmente quando há mudança de clima, alterações de temperatura ou variações na rotina.
Nesses casos, a queda costuma ser espalhada pelo corpo e não deixa falhas bem marcadas. Além disso, a pele continua com aparência normal, sem feridas, crostas ou vermelhidão.
Ainda assim, a escovação regular ajuda bastante. Ela remove pelos mortos, reduz nós, melhora a aparência da pelagem e permite que o tutor observe a pele com mais atenção.
2. Pulgas, carrapatos e outros parasitas
Pulgas e carrapatos podem causar coceira, irritação e queda de pelo. Além disso, alguns pets desenvolvem reação alérgica à picada da pulga, o que pode intensificar muito o desconforto.
Nesses casos, é comum o tutor perceber coceira frequente, mordidas na pele, lambedura e falhas em regiões como dorso, base da cauda, barriga e patas. Com o tempo, a pele pode ficar avermelhada, machucada ou com crostas.
Por isso, a prevenção contra pulgas e carrapatos em pets é uma parte importante da saúde da pele. Mesmo animais que vivem dentro de casa podem ter contato com parasitas, especialmente em ambientes compartilhados, passeios e contato com outros animais.
3. Alergias de pele
As alergias estão entre as causas frequentes de coceira e queda de pelo em cães e gatos. Elas podem estar relacionadas a pulgas, alimentos, poeira, pólen, produtos de limpeza, shampoos inadequados ou fatores ambientais.
A AAHA Associação Americana de Hospital Animal, associação veterinária reconhecida internacionalmente, destaca que doenças alérgicas de pele em cães e gatos podem exigir uma abordagem diagnóstica cuidadosa, já que diferentes alergias podem causar sinais parecidos.
Em muitos casos, o tutor percebe que o pet se coça, lambe ou morde sempre as mesmas regiões. Com isso, a própria fricção pode causar queda de pelo, feridas e escurecimento da pele.
Se a queda de pelo vem junto com coceira, vale ler também o artigo sobre coceiras em cães e gatos, pois os dois sinais costumam aparecer juntos.
4. Lambedura excessiva
A lambedura excessiva pode causar perda de pelo, principalmente em gatos. Muitas vezes, o tutor não vê o animal se lambendo o tempo todo, mas percebe falhas na barriga, nas pernas, nas laterais do corpo ou na região próxima à cauda.
Esse comportamento pode estar ligado a coceira, dor, estresse, ansiedade, alergias ou irritações na pele. Portanto, não é ideal tratar apenas como “mania” sem avaliar o contexto.
Em gatos, isso merece atenção especial. O Cornell Feline Health Center explica que doenças de pele em gatos podem ter causas variadas, incluindo parasitas, alergias e infecções.
5. Infecções de pele
Infecções bacterianas, fúngicas ou por leveduras também podem causar queda de pelo em cães e gatos. Nesses casos, a pele pode apresentar vermelhidão, mau cheiro, secreção, descamação, crostas ou áreas úmidas.
Além disso, o pet pode demonstrar incômodo ao toque, coçar bastante ou evitar que o tutor examine a região.
Como sinais de pele diferentes podem ter causas parecidas, o diagnóstico correto é importante. Afinal, o cuidado para alergia, fungo, bactéria ou parasita não é o mesmo.
6. Alimentação inadequada ou desequilíbrios nutricionais
A pele e a pelagem refletem bastante a saúde geral do pet. Por isso, uma alimentação inadequada pode contribuir para pelos opacos, pele seca, descamação e queda mais intensa.
Isso não significa que toda queda de pelo seja causada por ração ruim. No entanto, a nutrição tem papel importante na manutenção da pele, do pelo e da imunidade.
Se o tutor suspeita que a dieta pode estar influenciando, vale revisar a alimentação para pets e observar se a ração é adequada para idade, porte, espécie e necessidades do animal.
Para cães, também pode ser útil conferir orientações sobre ração para cães. Para gatos, o ideal é observar a qualidade da ração para gatos, já que felinos têm necessidades nutricionais específicas.
7. Alterações hormonais ou doenças internas
Algumas alterações hormonais e doenças internas podem afetar a pele e a pelagem. Nesses casos, a queda de pelo pode aparecer junto com mudanças no peso, apetite, sede, energia, comportamento ou aparência geral.
Em cães, algumas condições podem causar perda de pelo simétrica, pele mais fina ou alterações na textura da pelagem. Em gatos, o excesso de lambedura e a queda localizada também podem estar ligados a desconfortos internos ou problemas dermatológicos.
Por isso, quando a queda de pelo persiste ou vem acompanhada de outros sinais, a avaliação veterinária é o caminho mais seguro.
Sinais de alerta na queda de pelo em cães e gatos
A queda de pelo em cães e gatos merece atenção veterinária quando aparece com falhas na pelagem, coceira intensa, feridas, crostas, mau cheiro, vermelhidão, pus, dor, apatia, falta de apetite ou lambedura compulsiva. Também preocupa quando piora rapidamente ou não melhora com cuidados básicos.
Observe principalmente:
- áreas sem pelo bem definidas;
- coceira frequente ou intensa;
- feridas, crostas ou secreção;
- pele vermelha, escura ou espessada;
- mau cheiro na pele;
- caspas persistentes;
- lambedura ou mordedura repetitiva;
- queda de pelo junto com apatia ou falta de apetite.
Quando dois ou mais sinais aparecem juntos, o ideal é não esperar a situação piorar. Nesses casos, veja também os sinais de alerta em cães e gatos, pois eles ajudam a diferenciar uma alteração simples de uma situação que precisa de avaliação.

Como observar a queda de pelo em casa
Antes de qualquer decisão, observe o pet com calma. Isso não substitui o veterinário, mas ajuda a organizar as informações.
Você pode verificar:
- se a queda é espalhada ou localizada;
- se existem falhas redondas ou irregulares;
- se a pele está vermelha, escura, oleosa ou seca;
- se há caspas, crostas ou feridas;
- se o pet se coça, lambe ou morde a região;
- se houve troca de ração, shampoo, produto de limpeza ou ambiente;
- se outros animais da casa também apresentam sinais.
Além disso, tire fotos da região afetada com boa iluminação. Assim, fica mais fácil perceber se a queda está aumentando com o passar dos dias.
O que não fazer quando o pet está com queda de pelo
Alguns cuidados evitam piora do quadro. Por isso, não é recomendado:
- usar shampoo humano em cães ou gatos;
- passar pomadas sem orientação veterinária;
- aplicar receitas caseiras na pele;
- usar antipulgas sem respeitar espécie, peso e idade;
- dar banho em excesso;
- ignorar feridas, pus ou mau cheiro;
- trocar várias rações em pouco tempo sem critério.
Embora pareçam soluções rápidas, essas atitudes podem irritar ainda mais a pele ou mascarar sinais importantes.

Como prevenir queda de pelo em cães e gatos e cuidar da pele dos pets
A prevenção começa com rotina. Nem toda queda de pelo pode ser evitada, mas vários cuidados ajudam a manter pele e pelagem mais saudáveis.
Escove o pet com frequência
A escovação remove pelos mortos, reduz nós e melhora a observação da pele. Além disso, ajuda a perceber cedo qualquer falha, ferida ou caspa.
A frequência ideal depende do tipo de pelagem. Animais de pelo longo, por exemplo, costumam precisar de escovação mais frequente.
Mantenha controle contra parasitas
A prevenção contra pulgas, carrapatos e outros parasitas deve fazer parte da rotina. No entanto, o produto precisa ser adequado para a espécie, o peso e a idade do animal.
Isso é especialmente importante em gatos, pois alguns produtos seguros para cães podem ser perigosos para felinos.
Use produtos adequados para banho
Banhos com produtos inadequados podem ressecar ou irritar a pele. Portanto, use shampoos próprios para cães ou gatos e evite exagerar na frequência.
Se o pet já tem pele sensível, coceira ou descamação, o ideal é pedir orientação veterinária antes de escolher o produto.
Cuide da alimentação
Uma dieta equilibrada ajuda a manter a pele mais resistente e a pelagem mais bonita. Além disso, água fresca, rotina alimentar estável e acompanhamento do peso também fazem diferença.
Quando houver suspeita de alergia alimentar, a investigação deve ser feita com orientação profissional. Trocas aleatórias de ração podem confundir a avaliação.
Quando procurar o veterinário por queda de pelo em cães e gatos?
Procure o veterinário quando a queda de pelo em cães e gatos for intensa, localizada, persistente ou acompanhada de coceira, feridas, crostas, vermelhidão, mau cheiro, dor, apatia, falta de apetite ou lambedura excessiva. Quanto antes a causa for identificada, mais seguro tende a ser o cuidado.
Também vale buscar atendimento se:
- a falha de pelo aumenta com o tempo;
- há suspeita de micose, sarna ou alergia;
- outros animais ou pessoas da casa apresentam irritações;
- o pet está se machucando de tanto coçar;
- a pele está úmida, com secreção ou odor forte;
- o animal parece desconfortável ou abatido.
Em resumo, a queda de pelo deve ser avaliada junto com o comportamento do pet e o aspecto da pele. O pelo mostra apenas uma parte do problema; a pele e os sinais gerais contam o restante da história. Para observar o pet com mais segurança no dia a dia, veja também o guia sobre sintomas dos pets e sinais de alerta.
Conclusão: queda de pelo em cães e gatos precisa de contexto
A queda de pelo em cães e gatos pode ser apenas uma troca natural da pelagem. No entanto, também pode indicar alergias, parasitas, infecções, lambedura excessiva, alterações nutricionais ou outros problemas de saúde.
Por isso, o mais importante é observar o padrão da queda. Se ela é leve, espalhada e sem outros sinais, pode fazer parte da rotina. Porém, se surgem falhas, coceira, feridas, mau cheiro ou mudança de comportamento, vale procurar orientação veterinária.
Com escovação, prevenção contra parasitas, alimentação adequada e atenção aos sinais de pele, o tutor consegue agir mais cedo e cuidar melhor da saúde da pele e da pelagem do pet.
Perguntas frequentes
Sim, pode ser normal quando acontece de forma moderada e espalhada, sem falhas, coceira ou feridas. No entanto, se a queda for intensa, localizada ou acompanhada de alterações na pele, é melhor investigar.
Pode. Em alguns gatos, o estresse pode contribuir para lambedura excessiva e falhas na pelagem. Ainda assim, é importante descartar coceira, dor, alergias, parasitas e outros problemas de pele.
Sim, merece atenção. Coceira com queda de pelo pode indicar pulgas, alergias, infecções, irritações ou outros problemas dermatológicos. Se for frequente ou intensa, o ideal é procurar o veterinário.
Não é recomendado. A pele de cães e gatos tem características diferentes da pele humana. Por isso, produtos inadequados podem irritar, ressecar e piorar o desconforto.
Uma alimentação inadequada pode prejudicar a pele e a pelagem. Porém, a queda de pelo pode ter várias causas. Portanto, antes de culpar apenas a ração, observe outros sinais e procure orientação se o quadro persistir.
Sim. Pulgas podem causar coceira, irritação, alergia e feridas. Com isso, o pet pode se coçar, lamber ou morder a pele, provocando falhas na pelagem.
A queda de pelo exige mais rapidez quando vem com feridas extensas, pus, dor, mau cheiro forte, apatia, falta de apetite, piora rápida ou coceira tão intensa que o pet se machuca. Nesses casos, procure atendimento veterinário.
